Por muito tempo, eu busquei a felicidade e o bem-estar em lugares distantes. Em grandes conquistas, na aprovação dos outros, em metas futuras que pareciam sempre se mover para mais longe. Enquanto isso, nos atos mais básicos e diários, eu me tratava com negligência. E o principal palco dessa negligência era o meu prato.
Minhas refeições eram um reflexo de como eu me sentia por dentro: apressadas, feitas com o que era mais fácil e rápido, sem cuidado, sem atenção. Eu comia para “resolver” a fome, para preencher um vazio, para me distrair. A comida era apenas combustível, e muitas vezes, um combustível de baixa qualidade.
A grande virada na minha vida não começou com uma matrícula na academia ou com um novo livro de autoajuda. A decisão de, finalmente, me tratar melhor começou de uma forma muito mais simples e profunda: com o que eu escolhia colocar no meu prato.
O Prato Como o Primeiro Ato de Amor-Próprio
Eu percebi que não podia dizer que me amava e, ao mesmo tempo, entregar ao meu corpo, todos os dias, alimentos que me faziam mal, que roubavam minha energia e inflamavam minha saúde. As duas coisas eram incongruentes.
Então, comecei um experimento. Passei a encarar cada refeição não como uma obrigação, mas como uma oportunidade. Uma oportunidade de demonstrar, em um ato concreto, que eu me importava comigo mesmo.
Picar uma cenoura deixou de ser uma tarefa e virou um ato de carinho, de adicionar cor e vida ao meu dia.
Grelhar um filé de frango se tornou um gesto de respeito, de fornecer ao meu corpo a proteína que ele precisava para ser forte.
Escolher uma fruta de sobremesa não era mais uma restrição, mas uma escolha consciente por uma doçura que me nutria, em vez de me drenar.
Essa mudança de perspectiva foi revolucionária. Eu estava, talvez pela primeira vez, alinhando minhas ações diárias com o desejo de me sentir bem.

Como o Cuidado no Prato Transbordou para a Vida
O que começou como uma simples mudança na alimentação, rapidamente transbordou para todas as outras áreas da minha vida. Foi um efeito cascata de autocuidado.
Passei a Respeitar Meu Sono: Se eu me dava ao trabalho de nutrir meu corpo durante o dia, por que sabotaria tudo com uma noite mal dormida? O descanso passou a ser visto como parte essencial do meu “cardápio” de bem-estar.
Comecei a Movimentar Meu Corpo com Prazer: A energia extra que a boa comida me deu pedia para ser usada. O exercício deixou de ser uma punição para “queimar calorias” e se tornou uma celebração do que meu corpo agora era capaz de fazer.
Filtrei Minhas Relações e Conteúdos: O mesmo critério que eu usava para a comida (“Isso me nutre ou me intoxica?”), passei a usar para as minhas relações, para as redes sociais que eu seguia, para as notícias que eu consumia.
Minha Autoestima se Fortaleceu: Ao cumprir a promessa diária de cuidar de mim através da comida, eu estava reconstruindo a confiança em mim mesmo. Cada prato saudável era um voto de confiança, uma prova de que eu era digno do meu próprio cuidado.
A jornada para se tratar melhor pode parecer abstrata e esmagadora. Mas ela pode começar de forma muito concreta. Começa na sua próxima ida ao supermercado. Começa na sua próxima refeição.
Não é sobre ter um corpo “perfeito”. É sobre habitar um corpo respeitado. E esse respeito, essa forma mais bonita de amor, pode, sim, começar com uma simples garfada.
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