Por anos, minha autoestima e meu prato de comida estavam em uma relação tóxica. Eu usava a comida como uma régua para medir meu próprio valor. Se eu comia “limpo” e “certo”, eu me sentia digno, merecedor. Se eu comia algo “errado” ou “proibido”, eu me sentia um fracasso, e minha autoestima despencava.
Meu olhar para a comida era um olhar de julgamento. Cada refeição era um teste, e eu estava constantemente me reprovando. Essa mentalidade não estava apenas arruinando minha relação com a comida; estava destruindo minha relação comigo mesmo.
A verdadeira mudança, a reconstrução da minha autoestima, não veio de uma nova dieta ou de um número menor na balança. Veio de um novo olhar. Um olhar que trocou a lente da crítica e da punição pela lente do cuidado e do respeito. E ao mudar a forma como eu via a comida, a forma como eu me via mudou para sempre.
O Velho Olhar: A Comida Como Inimiga
A perspectiva antiga, que minava minha autoestima, era baseada em crenças tóxicas:
Comida como Vilã: Eu via certos alimentos como inimigos a serem derrotados, o que me colocava em um estado de guerra constante.
Corpo como Objeto: Meu corpo não era meu lar, mas um objeto a ser consertado, moldado e criticado.
Valor Condicional: Meu valor como pessoa estava condicionado ao meu sucesso em seguir regras alimentares rígidas. “Eu só serei bom o suficiente se eu emagrecer.”

O Novo Olhar: A Comida Como Aliada
Adotar um novo olhar foi um processo de escolher, ativamente, uma nova perspectiva para cada refeição.
A Comida como Nutrição e Cuidado:
Novo Pensamento: “Como posso nutrir meu corpo nesta refeição? Do que ele precisa para ter energia e se sentir bem?”
Impacto na Autoestima: Ao focar em nutrir, cada refeição se tornou um ato de autocuidado. Eu estava, ativamente, me tratando com gentileza e respeito. Isso enviava uma mensagem poderosa ao meu cérebro: “Eu sou digno de cuidado”.
O Corpo como Parceiro Inteligente:
Novo Pensamento: “O que meu corpo está me dizendo? Estou com fome? Estou satisfeito? O que ele está pedindo?”
Impacto na Autoestima: Comecei a confiar nos sinais do meu corpo, em vez de silenciá-los com regras externas. Essa confiança restaurou a parceria entre minha mente e meu corpo. Deixei de lutar contra ele e passei a trabalhar com ele. A autoestima floresce na confiança, não na guerra.
O Prazer como Parte da Saúde:
Novo Pensamento: “Como posso ter prazer nesta refeição de forma consciente e sem culpa?”
Impacto na Autoestima: Ao me permitir sentir prazer com a comida – seja com uma fruta suculenta ou com uma fatia de bolo em uma festa – eu estava me permitindo ser humano. Abandonei a perfeição inatingível e abracei o equilíbrio. Isso me libertou do ciclo de culpa e me ensinou que eu mereço sentir alegria.
Esse novo olhar não mudou apenas o que eu comia, mas como eu me sentia sobre mim mesmo enquanto comia. A comida deixou de ser uma fonte de ansiedade e se tornou uma ferramenta para praticar o amor-próprio, três vezes ao dia.
Minha autoestima não está mais atrelada ao que a balança diz ou ao quão “perfeita” foi minha dieta. Ela está ancorada na certeza de que, a cada refeição, eu tenho a oportunidade de fazer uma escolha que honra, respeita e cuida da pessoa mais importante da minha vida: eu mesmo.
Como o seu olhar para a comida impacta a forma como você se vê? 👇
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