Essa Simples Receita Foi o Começo da Minha Reconciliação Comigo

Por anos, eu vivi em um estado de trégua desconfortável comigo mesmo. Meu corpo e minha mente pareciam entidades separadas, muitas vezes em conflito. Eu me criticava, me cobrava, me punia. A comida, nesse cenário, era apenas mais uma arma nessa guerra interna: ou era usada como restrição para me “disciplinar”, ou como uma fuga para me “anestesiar”.

Eu buscava a reconciliação em lugares complexos, em grandes gestos, em mudanças que pareciam sempre distantes. Mal sabia eu que o tratado de paz que eu tanto precisava não seria assinado em um retiro espiritual ou no topo de uma montanha, mas na minha própria cozinha, em uma noite fria, diante de uma panela.

A receita que começou a curar feridas que eu nem sabia que sangravam foi a mais humilde e fundamental de todas: uma simples sopa de legumes.

A Receita que Era Mais do que Comida

Não era sobre a sopa em si. Era sobre o que o ato de prepará-la representava.

  1. O Ato de Escolher (O Cuidado):

    • Pela primeira vez, na feira, eu não estava procurando os legumes menos calóricos ou que se encaixavam em uma dieta. Eu estava escolhendo cores. Escolhendo o que parecia fresco, o que me atraía. Escolher a abóbora laranja, a cenoura vibrante, o verde do brócolis… foi o primeiro ato de trazer beleza e vida para o meu prato, e para mim.

  2. O Ato de Picar (A Meditação):

    • O ritmo da faca na tábua, a concentração necessária para cortar os legumes em pedaços uniformes, me forçou a estar presente. Naqueles minutos, não havia espaço para a autocrítica ou para a ansiedade sobre o futuro. Havia apenas o som, o cheiro, a textura. Foi uma meditação inesperada, um momento de silêncio mental que eu não tinha há muito tempo.

  3. O Ato de Cozinhar (A Paciência):

    • Ver os legumes amaciando na panela, os sabores se misturando, o aroma se espalhando pela casa… foi um exercício de paciência e transformação. Eu estava, ativamente, transformando ingredientes brutos em algo quente, nutritivo e reconfortante. E percebi que era exatamente isso que eu precisava fazer por mim mesmo.

  4. O Ato de Nutrir (O Amor):

    • Ao tomar a primeira colher daquela sopa quente, algo mudou. Eu não estava “comendo para emagrecer” ou “comendo para afogar as mágoas”. Eu estava, de forma consciente e deliberada, me nutrindo. Me aquecendo. Me cuidando. Foi um abraço de dentro para fora. Foi o primeiro gesto concreto de amor-próprio que eu me oferecia em anos.

A Sopa Como Símbolo

Aquela sopa de legumes se tornou meu símbolo de reconciliação. Ela me ensinou que cuidar de mim não precisava ser complicado. Podia ser tão simples quanto descascar uma batata.

Ela me mostrou que a paz que eu buscava não estava fora, mas dentro da minha própria capacidade de me oferecer cuidado, calor e nutrição. A cada vez que eu cozinhava para mim, eu estava reforçando essa nova aliança, essa paz recém-descoberta.

A jornada para se reconciliar consigo mesmo pode parecer longa e assustadora. Mas talvez ela comece com um passo pequeno. Com uma receita simples. Com o ato de se oferecer, com as próprias mãos, um prato de comida que diz, sem palavras: “Eu estou aqui por você. Eu vou cuidar de você.”

Qual receita simples te traz uma sensação de conforto e cuidado? 👇

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