Essa Estratégia Simples Me Ajudou a Evitar Compulsões

A compulsão alimentar não é sobre fome. É um tsunami. Um impulso avassalador que parece sequestrar seu cérebro, desligar sua capacidade de escolha e te levar no piloto automático em direção à comida. Quem já viveu isso sabe: a força de vontade, sozinha, raramente é páreo para essa onda. Depois, vem a ressaca: a culpa, a vergonha, o desconforto físico.

Por muito tempo, eu tentei lutar contra essa onda de frente. Eu me proibia, me restringia, me culpava. E, invariavelmente, eu era derrotado. A mudança real só aconteceu quando eu parei de tentar ser mais forte que a onda e aprendi a ser mais inteligente. Eu desenvolvi uma estratégia simples, um plano de fuga para os primeiros sinais da tempestade.

Essa estratégia, que eu chamo de método S.A.I.R., me deu a ferramenta para criar distância do gatilho e me reconectar comigo mesmo, evitando que o ciclo da compulsão sequer começasse.

Entendendo o Gatilho

A compulsão raramente surge do nada. Ela é quase sempre precedida por um gatilho: um sentimento intenso de estresse, ansiedade, solidão, frustração ou até mesmo tédio. O impulso de comer é uma tentativa disfuncional de lidar com esse sentimento avassalador. A chave é agir antes que o impulso se torne incontrolável.

A Estratégia S.A.I.R.

Assim que você sentir os primeiros sinais da “onda” de compulsão se formando – aquela inquietação, aquele desejo intenso e específico por certos alimentos – coloque este plano de 4 passos em ação.

S – Saia do Ambiente:

  • Este é o passo mais crucial e imediato. Levante-se e saia do ambiente onde a comida está. Se você está na cozinha, vá para o quarto. Se está no sofá da sala, vá para a varanda. Se está no escritório, levante-se e vá até a janela. A mudança física do ambiente é o que cria a primeira e mais importante quebra no padrão automático. Você está, literalmente, saindo da “cena do crime” antes que ele aconteça.

A – Ative o Corpo:

  • Faça um movimento físico simples por 3 a 5 minutos. Não precisa ser um exercício intenso. A ideia é tirar a energia da mente e movê-la para o corpo.

    • Sugestões: Dê uma volta no quarteirão, suba e desça um lance de escadas, faça alguns polichinelos, coloque uma música e dance, ou simplesmente faça um alongamento vigoroso. O movimento libera endorfinas e ajuda a dissipar a energia ansiosa.

I – Inspire e Expire Profundamente:

  • Após o movimento, pare e respire. Faça 5 respirações profundas e lentas. Puxe o ar pelo nariz contando até 4, segure por 4 segundos e solte pela boca contando até 6. Concentre-se no ar entrando e saindo dos seus pulmões. Essa respiração consciente ativa o sistema nervoso parassimpático, que é responsável por acalmar o corpo e a mente, tirando você do modo “luta ou fuga”.

R – Reconecte-se com uma Tarefa:

  • Agora que você está mais calmo, engaje sua mente em uma tarefa simples e que exija um pouco de foco, mas que não seja estressante.

    • Sugestões: Organize uma gaveta, regue as plantas, responda a um e-mail de um amigo, leia duas páginas de um livro, faça uma lista de tarefas para o dia seguinte. Essa atividade direciona sua mente para um propósito construtivo e te afasta completamente do gatilho inicial.

Ao final do método S.A.I.R., você perceberá que a urgência e a intensidade do impulso diminuíram drasticamente, ou até desapareceram. Você não lutou contra a compulsão; você a contornou, acalmou a tempestade interna e retomou o controle do seu leme.

Essa estratégia não é uma cura mágica, mas é uma ferramenta de emergência incrivelmente poderosa. É a sua rota de fuga pessoal, um lembrete de que, mesmo quando a onda parece grande demais, você sempre tem a opção de sair da frente dela.

Você já identificou quais sentimentos costumam ser gatilhos para seus impulsos? 👇

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Deixe seu comentário: Qual pequena ação do método S.A.I.R. você poderia tentar da próxima vez que sentir o impulso? 🚶‍♀️🌬️

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