Por muito tempo, eu pensei que amor-próprio era algo passivo. Era sobre se aceitar, sobre ser gentil com os próprios erros, sobre se olhar no espelho e repetir afirmações positivas. Tudo isso é importante, mas eu sentia que faltava algo. Faltava a ação. Faltava a prova concreta desse amor no meu dia a dia.
A grande virada de chave, a peça que faltava no meu quebra-cabeça, foi entender que o amor-próprio não é apenas um sentimento, é uma prática. E essa prática se manifesta de forma mais poderosa no ato de escolher.
Eu aprendi que me amar não era apenas aceitar quem eu era, mas também escolher ativamente quem eu queria me tornar. E essa jornada começou com a escolha mais fundamental de todas: a de, conscientemente, buscar o que me fazia bem.
A Escolha Como o Músculo do Amor-Próprio
A cada dia, somos confrontados com uma infinidade de escolhas, das pequenas às grandes. E cada uma delas é uma oportunidade de exercitar o músculo do amor-próprio.
A Escolha no Prato: Eu costumava comer o que era mais fácil, mais rápido, o que aplacava um desejo imediato. Hoje, eu pauso e pergunto: “Qual escolha vai me fazer sentir com mais energia e disposição daqui a uma hora?”. Às vezes a resposta é uma salada vibrante, outras vezes é um pedaço de chocolate amargo saboreado com calma. A escolha não é sobre restrição, é sobre a intenção de se sentir bem.
A Escolha no Movimento: Eu me forçava a fazer exercícios que odiava, porque achava que eram os “certos”. O amor-próprio me ensinou a escolher o movimento que me trazia alegria: uma dança na sala, uma caminhada no parque, uma aula de ioga. Meu corpo passou a se mover por prazer, não por punição.
A Escolha nas Relações: Eu dizia “sim” para tudo e para todos, com medo de desagradar. Aprender a dizer “não” para o que drenava minha energia foi um dos atos mais radicais de amor-próprio. Foi escolher proteger minha paz e meu tempo.
A Escolha no Descanso: Eu via o descanso como um luxo ou um sinal de preguiça. Hoje, eu o vejo como uma escolha essencial. Escolher desligar o celular mais cedo, escolher não lotar minha agenda, escolher ter momentos de ócio… tudo isso é escolher minha saúde mental.

Fazer o que Faz Bem vs. Fazer o que é Fácil
Muitas vezes, a escolha que nos faz bem não é a mais fácil no momento. É mais fácil pedir um fast-food do que preparar uma refeição. É mais fácil ficar no sofá do que se movimentar. É mais fácil dizer “sim” do que impor um limite.
Mas o amor-próprio nos ensina a pensar um pouco além do prazer imediato. Ele nos convida a escolher o nosso “eu” do futuro. A cada escolha consciente pelo que nos faz bem, estamos enviando uma mensagem poderosa para nós mesmos: “Eu sou digno do meu próprio cuidado. Eu mereço me sentir bem.”
Essa prática diária de escolhas conscientes é o que constrói uma autoestima sólida, uma confiança inabalável e uma vida que não é apenas tolerada, mas verdadeiramente celebrada.
O amor-próprio, afinal, não é algo que você tem. É algo que você faz. E começa na sua próxima escolha.
Como você pode praticar o amor-próprio através das suas escolhas hoje? 👇
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