Eu fui criado na cultura do “sem dor, sem ganho”. Acreditava, com todas as minhas forças, que a mudança era forjada no fogo da autocrítica e da punição. Se eu queria um corpo diferente, precisava me punir com dietas impossíveis e exercícios extenuantes. Se eu queria ser mais produtivo, precisava me punir com noites mal dormidas e uma agenda lotada.
Meu diálogo interno era o de um carrasco. Cada “erro” era recebido com um chicote de críticas. Cada meta não atingida era prova da minha fraqueza. Eu achava que, ao ser duro comigo mesmo, estava me motivando.
Mas a verdade é que eu estava apenas me esgotando. A mudança que eu tanto almejava nunca se sustentava, porque era baseada no ódio e na insatisfação. E ninguém consegue florescer em um terreno tão árido.
A maior e mais libertadora descoberta da minha vida foi perceber que eu estava usando a ferramenta errada. Eu não precisava de mais punição. Eu só precisava, desesperadamente, aprender a me cuidar.
A Punição Como Ferramenta de Autossabotagem
A mentalidade de punição é uma armadilha. Ela nos aprisiona em um ciclo tóxico:
A Punição da Comida: “Comi um brigadeiro, então amanhã vou passar fome e correr o dobro na esteira.”
A Punição do Descanso: “Não terminei tudo o que eu queria, então não mereço descansar.”
A Punição do Prazer: “Ainda não atingi meu objetivo, então não posso me permitir um momento de lazer.”
Esse ciclo não constrói disciplina; ele constrói ressentimento. Você começa a odiar o processo, a odiar a jornada. E, eventualmente, você desiste, porque a carga se torna pesada demais.

O Autocuidado Como o Verdadeiro Motor da Mudança
Trocar a punição pelo cuidado foi como trocar a noite pelo dia. Foi entender que a gentileza não é fraqueza, mas sim a estratégia mais inteligente para a mudança sustentável.
O Cuidado na Comida: Em vez de me punir por comer um doce, comecei a me cuidar preparando uma refeição nutritiva e deliciosa. A pergunta mudou de “Como posso compensar meu erro?” para “Como posso nutrir meu corpo agora?”.
O Cuidado no Descanso: Entendi que o descanso não é uma recompensa, mas um pré-requisito. Uma boa noite de sono e pausas durante o dia se tornaram minhas ferramentas mais poderosas para ter mais energia e foco, não um luxo para poucos.
O Cuidado no Diálogo Interno: Substituí o carrasco por um amigo gentil. Quando eu “errava”, a nova voz dizia: “Está tudo bem. Você é humano. O que podemos aprender com isso e como podemos fazer diferente da próxima vez?”.
Ao me tratar com cuidado, a mudança deixou de ser uma batalha e se tornou uma parceria. Eu comecei a querer fazer escolhas melhores, não por medo da punição, mas por um desejo genuíno de me sentir bem. A motivação que nasce do autocuidado é serena, constante e inabalável.
A transformação que eu buscava não estava em ser mais duro comigo mesmo. Estava em ser mais gentil. Estava em entender que eu não precisava me quebrar para ser reconstruído. Eu só precisava me regar para poder, finalmente, florescer.
Você também se pega usando a punição como uma ferramenta para mudar? Como seria sua vida se você trocasse a autocrítica pelo autocuidado? 👇
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