Por anos, minha vida foi um pêndulo. De um lado, a restrição absoluta, as dietas de segunda-feira, a culpa por cada caloria “extra”. Do outro, o excesso do “chute no balde”, a compulsão do “já que eu errei, vou errar direito”. Eu vivia nos extremos, em um ciclo cansativo de 8 ou 80, onde a comida era, ao mesmo tempo, a vilã e a única válvula de escape.
Eu achava que para mudar meu corpo, precisava controlar a comida. Mas a verdade é que, para encontrar a paz, eu precisava transformar minha relação com ela. Eu precisava parar de lutar e começar a dialogar.
A jornada para fora dos extremos não foi sobre encontrar uma nova dieta. Foi sobre encontrar um novo estado de espírito: o equilíbrio. E foi nesse caminho do meio, nesse lugar de calma e bom senso, que a verdadeira transformação aconteceu.
O Fim da Mentalidade “Tudo ou Nada”
O primeiro passo para encontrar o equilíbrio foi abandonar a mentalidade de “tudo ou nada”. Foi entender que a vida não é preto e branco, e a alimentação também não.
Deixei de rotular alimentos: Comida não é “boa” ou “ruim”, “permitida” ou “proibida”. É apenas comida, com diferentes densidades nutritivas e diferentes papéis na nossa vida. Uma salada nutre meu corpo. Um brigadeiro na festa de aniversário nutre minha alma e minhas conexões sociais. Ambos podem coexistir em uma vida equilibrada.
Abandonei a perfeição: Eu entendi que uma refeição “fora do plano” não arruína meu progresso, assim como uma única salada não define minha saúde. O que importa é o padrão, o que eu faço na maior parte do tempo. A consistência se tornou mais importante que a perfe ição.

Os Pilares do Meu Novo Equilíbrio
Encontrar o equilíbrio foi um processo de construir novos pilares, mais sólidos e gentis, para sustentar minha relação com a comida.
O Pilar da Nutrição (O Cuidado com o Corpo): Comecei a focar em adicionar nutrientes, em vez de subtrair calorias. A pergunta mudou de “Isso engorda?” para “Isso me nutre?”. Passei a priorizar comida de verdade, colorida e fresca, na maior parte do tempo, não por obrigação, mas por um desejo genuíno de me sentir com mais energia e disposição.
O Pilar do Prazer (O Cuidado com a Mente): Eu me dei permissão incondicional para comer as coisas que eu amo, sem culpa. A diferença? Passei a fazer isso com consciência. Saboreando cada pedaço, estando presente no momento. Descobri que, quando comemos com prazer e atenção, muitas vezes uma porção menor é suficiente para satisfazer a alma.
O Pilar da Intuição (A Conexão Interna): A mudança mais profunda foi aprender a ouvir meu corpo. Comecei a prestar atenção aos meus sinais de fome física e de saciedade. Aprendi a diferenciar a fome real da fome emocional. Meu corpo sempre soube do que precisava; eu só precisava parar de silenciá-lo com regras externas e começar a confiar na sua sabedoria.
Transformar minha relação com a comida foi a jornada mais libertadora da minha vida. O equilíbrio me trouxe mais do que resultados físicos; ele me trouxe paz. A paz de não ter mais medo da comida, a paz de poder participar de eventos sociais sem ansiedade, a paz de saber que estou cuidando de mim de uma forma amorosa e sustentável.
Afinal, equilíbrio não é algo que você encontra. É algo que você cria.
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