Por muito tempo, eu tratei meu corpo como um inimigo a ser domado. A comida era uma arma, e cada refeição, uma batalha. O objetivo era o controle, a disciplina, a busca por um número na balança ou um reflexo no espelho que eu pudesse finalmente aprovar. Nessa guerra, o respeito por mim mesmo era a primeira baixa.
Eu me punia com dietas restritivas por ter “exagerado”. Eu me forçava a comer alimentos que detestava, simplesmente porque eram “saudáveis”. Eu ignorava os sinais do meu corpo — fome, saciedade, desejo — em nome de uma regra externa que prometia resultados.
Até que um dia, exausto, eu entendi. A jornada não era sobre odiar meu corpo até que ele se tornasse algo que eu pudesse amar. A jornada era sobre começar a respeitá-lo, exatamente como ele era. E a descoberta mais chocante foi que comer bem é uma das formas mais puras e diárias de praticar esse respeito.
A Mudança do “Tenho Que” para o “Eu Mereço”
A virada de chave não foi encontrar uma nova dieta milagrosa. Foi mudar a pergunta. Em vez de “O que eu tenho que comer para emagrecer?”, comecei a me perguntar: “O que meu corpo merece receber hoje para funcionar bem e ter energia?”.
Essa simples mudança de perspectiva transformou tudo:
O Prato Virou um Presente: Preparar uma salada colorida deixou de ser uma punição e se tornou um presente que eu dava a mim mesmo. Um presente de vitaminas, de fibras, de vida.
A Água Virou Cuidado: Beber água ao longo do dia não era mais uma meta chata. Era um ato de hidratação, de respeito às minhas células, de cuidado com a minha pele e meus órgãos.
O “Não” Virou Proteção: Dizer “não” para um alimento ultraprocessado que me faria mal não era mais restrição. Era um ato de proteção, de colocar meu bem-estar em primeiro lugar. Era eu dizendo a mim mesmo: “Você merece mais do que isso”.

Respeito é Equilíbrio, Não Perfeição
Respeitar o próprio corpo também significa entender que ele não é uma máquina. Ele tem desejos, memórias afetivas e precisa de prazer.
Nessa nova jornada, aprendi que o respeito também mora no equilíbrio.
Respeitar meu desejo: Comer aquele pedaço de bolo de aniversário da minha avó, com presença e sem culpa, também é uma forma de respeito. É honrar minhas tradições, minhas emoções e meu prazer.
Respeitar meus limites: Entender que, após uma refeição mais pesada, meu corpo talvez peça algo mais leve no dia seguinte. É uma conversa, não uma compensação punitiva.
Respeitar meu descanso: Compreender que uma boa noite de sono é tão nutritiva para o meu corpo quanto uma boa refeição.
Comer bem deixou de ser sobre a aparência e passou a ser sobre a sensação. É sobre ter energia para brincar com meus filhos. É sobre ter clareza mental para trabalhar em meus projetos. É sobre sentir meu corpo funcionando em harmonia.
É um ato diário de gratidão pelo único lar que eu verdadeiramente habitarei para sempre.
Se você está em uma batalha com a comida, eu te convido a tentar um cessar-fogo. Guarde as armas da crítica e da punição. Em vez disso, experimente oferecer um tratado de paz, um gesto de respeito. Comece com a próxima refeição. Pergunte-se: “O que eu mereço?”. E apenas observe a mágica acontecer.
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