Você com certeza já ouviu falar de jejum intermitente.
Alguns defendem como milagre da perda de peso. Outros dizem que é moda perigosa.
Mas afinal, jejum intermitente funciona mesmo? E o que a ciência tem a dizer sobre isso?
Vamos direto aos fatos, sem achismos — com equilíbrio, verdade e embasamento.
O que é o jejum intermitente?
É um protocolo alimentar que alterna períodos de jejum (sem comer) com períodos de alimentação.
Os mais comuns são:
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16:8 → jejum de 16h, alimentação em 8h
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14:10 → jejum de 14h, alimentação em 10h
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5:2 → 5 dias normais, 2 dias com baixa ingestão calórica
Não é dieta com alimentos proibidos — é organização de horários.
O que a ciência já comprovou?
Estudos apontam que o jejum intermitente pode trazer benefícios como:
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Redução de peso corporal e gordura visceral
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Melhora na sensibilidade à insulina
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Redução da inflamação
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Maior clareza mental e foco
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Melhora na regulação hormonal (como grelina e leptina)
Mas atenção: funciona melhor quando combinado com uma alimentação equilibrada.
Funciona para todo mundo?
Não. E isso é importante dizer.
Pessoas com histórico de transtorno alimentar, gestantes, diabéticos tipo 1 e quem tem metabolismo mais sensível devem evitar ou fazer com acompanhamento.
Por que algumas pessoas têm ótimos resultados?
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Criam um déficit calórico natural
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Melhoram a relação com a comida (comem com mais atenção)
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Eliminam o “belisco emocional” durante o dia
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Dão tempo para o corpo descansar da digestão constante
O jejum não emagrece sozinho — mas pode facilitar o processo com estratégia.
E os riscos?
Se feito de forma extrema ou sem orientação:
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Pode causar compulsão alimentar
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Levar à perda de massa muscular
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Desregular hormônios do sono e do estresse
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Afetar a concentração e o humor
O que dizem os principais estudos?
New England Journal of Medicine (2019):
Jejum intermitente promove melhorias metabólicas, resistência ao estresse e longevidade celular.
Cell Metabolism (2020):
Pessoas que seguiram protocolo 16:8 por 12 semanas tiveram redução de gordura corporal e melhora nos níveis de glicose, sem alterações negativas significativas.
Jejum intermitente pode funcionar — mas não é pra todo mundo
É uma ferramenta. Não uma regra.
Pode ser transformador se bem aplicado — ou prejudicial se mal interpretado.
Funciona melhor com consciência, orientação e escuta do próprio corpo.
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Salve esse post pra consultar sempre que pensar em começar
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